Brasileiras presas na Alemanha após troca de malas vão buscar reparação na Justiça, diz família
- Bruna Mundim
- 17 de jul. de 2023
- 2 min de leitura
Kátyna Baía e Jeanne Paolini foram vítimas de quadrilha que atuava no aeroporto de Guarulhos; goianas ficaram detidas mais de um mês
Por Andréia Bahia12/04/2023 | 12h34 Atualização: 13/04/2023 | 08h00

As goianas Kátyna Baía, de 44 anos, e Jeanne Paolini, de 40, ainda não têm data para retornar ao Brasil, segundo a família. Elas foram libertadas na tarde desta terça-feira, 11, depois de passarem mais de um mês detidas na cidade de Frankfurt, na Alemanha. Lorena Baía, irmã de Kátyna, afirmou que a personal trainer e a veterinária pretendem entrar com ação na Justiça contra os responsáveis pela troca de identificação da bagagem delas, que ocorreu dentro do Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, no dia 4 de março.
Em razão dessa troca de etiquetas, elas foram envolvidas em um esquema de tráfico de drogas já esclarecido pela Polícia Federal. O casal foi preso em 5 de março, dia em que dariam início a 20 dias de férias por cidades da Europa.
Em um vídeo divulgado nas redes sociais nesta quarta-feira, 12, Lorena e a advogada Luna Provázio, que também está em Frankfurt, assim como a mãe de Jeanne, Valéria Paolini, falam do reencontro com as duas goianas. “Nós quase não dormimos esta noite, mas foi por uma causa muito boa: tivemos a emoção de chegar aqui na cidade e encontrar Kátyna e Jeanne soltas. Elas tiveram a inocência delas reconhecida também aqui na Alemanha”, afirmou a irmã.
Ao Estadão, Lorena disse que Kátyna e Jeanne estão “muito cansadas e desgastadas emocionalmente”. “Foram privadas de sono durante todos esses dias”, afirmou. Em foto divulgada em redes sociais, Kátyna e Jeanne brindam a liberdade recém-conquistada com cerveja.

No começo da semana, Lorena havia narrado o drama vivido pelas brasileiras na Alemanha. “Elas foram detidas no aeroporto separadamente, algemadas pelos pés e mãos, escoltadas por vários policiais e a única palavra que entendiam era cocaína”, relata a irmã. Segundo Lorena, elas tentaram argumentar que aquelas não eram suas malas, pois tinham cores e pesos diferentes, mas os policiais só repetiam a palavra “cocaína”.
As duas, contou a irmã, tiveram as mãos raspadas para coleta de DNA, sem que tivessem dado autorização para isso. A bagagem de mão foi retida e elas ficaram sem os medicamentos e agasalhos. As duas foram levadas para celas separadas. Nesse local, que era frio e tinha as paredes escritas com fezes, elas ficaram três dias, nos quais lhes foram oferecidos apenas pão e água.
Depois, elas foram transferidas para o presídio feminino de Frankfurt, onde permaneceram separadas até esta terça-feira. Lá, conviveram com mulheres condenadas por diversos crimes em celas desconfortáveis e frias.
A advogada Luna Provázio classificou de “marco histórico” a decisão da Justiça alemã. “O Ministério Público alemão solicitou a soltura das duas de imediato, encaminhando o pedido direto para o presídio.” Elas não deram informações sobre ações que pretendem mover na Justiça. https://www.estadao.com.br/amp/brasil/brasileiras-presas-alemanha-troca-de-malas-justica-nprm/







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